24.09.2012 

por Zari

  

Estamos próximos do Ritual da Espada, e gostaria de dizer que esses rituais existem porque seguimos as instruções deixadas pelo Mestre, que é um o Raio de Mickael e que sabe o que está fazendo. Ele é a expressão sobre-humana cósmica de grande sabedoria. E feliz é aquele que pode compreender ao menos 5% dos livros que Ele escreveu, que são extremamente profundos.

Como estamos próximos do Ritual da Espada, e acredito ser uma data muito importante, hoje vou falar um pouco sobre “a oração”.

Com a oração nós nos ligamos ao canal do Mestre, canal que Ele criou no dia 13 de novembro de 2004 justamente para conduzir os irmãos do espírito, aqueles que estão prontos para receber as grandes revelações da Nova Era, à era do Espírito Santo.

Quando fazemos a oração e a consagração do incenso em nossas reuniões, todas as entidades e seres que trabalham neste canal espiritual, que são expressões divinas e manifestações da Fraternidade Branca Universal, são ligados a nós na medida em que nos permitimos ligar a eles, criando-se uma simbiose energética mística que eu gostaria muito que cada um pudesse sentir. Essa ligação espiritual é pessoal e mística, e ocorre dentro de cada um.

Como disse muitas vezes antes, nós não somos corpo, somos espírito e fazemos parte do espírito cósmico universal, do pensamento divino, e eternamente faremos parte dessa corrente espiritual.  Quando estamos encarnados, temos a graça de fazer uma corrente também no plano físico, mas essa corrente é sempre possível, ainda que não tenhamos corpo físico, nem tempo e nem espaço, ou seja, ainda que nossos espíritos se encontrem em estado de ‘pralaia’, de adoração divina, em seu estado inicial. Aqui nos reunimos fisicamente com o dever de criar essa corrente espiritual para que ela seja transmitida para toda a humanidade.

Há na humanidade milhares de irmãos buscadores da verdade, e sim, há outros milhares que ainda não são buscadores, mas que serão um dia. Temos o dever de ser um elo entre a hierarquia divina e os outros irmãos de toda a humanidade e para isto não precisamos conhecer o corpo físico destas pessoas, porque todo o trabalho que ocorre é espiritual, no plano espiritual. Devemos apenas vibrar com o coração espiritualmente, com sinceridade e fé.

Dizem que antigamente Deus falava com algumas pessoas, profetas ou enviados Dele que tinham o dever de transmitir a mensagem de Deus às demais pessoas, e que hoje não é mais assim, que deus não fala mais com os homens. Mas isto não é verdade. Deus nunca parou de falar conosco, somos nós que paramos de falar com Ele, por muitas causas. E uma delas é porque começamos a acreditar na morte e no corpo físico perecível, passamos a crer que somos exatamente a imagem que vemos de nós mesmos no espelho.

A qualquer momento, entretanto, podemos voltar a falar com Deus e, mais que isso, escutar e entender a palavra Dele. Ele nunca deixou de falar conosco, simplesmente temos que silenciar um pouco as vozes da nossa mente, silenciar as vozes dos nossos desejos e das nossas perturbações e desequilíbrios, e sinceramente e solitariamente olhar para Deus e se sentir próximo do ponto de contato consciente com Ele.

A maneira de escutarmos Deus é através da sinceridade do nosso coração, das nossas intenções, e do silencio interior, e isto é algo que todos aqui devem recuperar intimamente. Como estamos no caminho espiritual devemos voltar atenção a isso, transformar as correntes e reuniões em verdadeira onda de amor divino, pois perante Deus somos todos absolutamente iguais, ninguém é mais ou menos que ninguém, uma vez que essa diferenciação é mental, e a mente deve ser apenas um instrumento da nossa vontade. Não podemos permitir que a mente faça de nós o instrumento, o que geralmente acontece.

Preparei, com ajuda de Ramasar, invocações para que cada um dos irmãos pronuncie durante o Ritual da Espada no próximo sábado ás 18:00h, de lua cheia, que é dia 29.09, o dia de Mickael.

Gostaria muito que todos vocês, meus irmãos, realizassem um contato intimo com o Mestre através da oração. E ela deve ser feita não com a mente, que é mortal, fria, passageira e ilusória. Vamos abrir o coração para Deus para que Ele possa penetrar dentro de nós.

E para que isto ocorra, a sinceridade é muito importante. O contato com Deus vem em etapas, desde que intimamente você não se mova pela mentira, nem pela falsidade, ou criando a ilusão de querer ser algo que não se é. E ainda que isso ocorra, saiba que um dia a Graça de Deus vai lhe mostrar o caminho correto e verdadeiro, mesmo que seja através da dor, para te libertar das ilusões criadas pela tua própria mente.

Saibam irmãos, que aqui entre nós ninguém é irmão antigo, mais ou menos que outro, e ninguém é irmão novo. Essa classificação é obra da mente, e não existe, porque somos seres eternos, centelhas divinas, e viemos do cosmos e voltaremos para lá, pois não pertencemos a esta Terra ainda que hoje, encarnados estejamos caminhando sobre ela! Vamos então transformar esta Terra num jardim! E para isso temos que cultivar o jardim, arar a terra, regar as flores e observar as estações para cuidar do jardim a fim de que ele sirva um dia para muitos outros irmãos que vivem nesta Terra em busca de um caminho para Deus. Existem milhões de irmãos perdidos, sem um caminho para seguir e que um dia precisarão de um jardim como esse, e por isso, nós, que temos fé e que podemos nos conectar com Deus no intimo do nosso ser, sem nenhum intermediário e receber lições diretamente Dele em nossas vidas, devemos cultivar isso para outros irmãos também possam fazê-lo em suas vidas.

Em uma conversa com uma das irmãs eternas do espírito aqui, ela teve vontade de ler para mim algumas cartas escritas por sua falecida mãe. Para mim foi a vontade de Deus que fez ela sentir vontade de ler essas cartas para mim, pois nenhuma folha se move sem a vontade de Deus. Uma dessas cartas que ela me deu é muito impressionante, pela simplicidade e pela profundidade, pureza e fé que ela contém.

É esta fé que cada um de nós precisa conquistar intimamente. Esse tipo de fé, que é verdadeira fé, é capaz de controlar o pode da mente, que hoje em dia se posiciona de uma forma muito autoritária e tenta nos usar a serviço dela e não do espírito. E nós temos a obrigação de não prestar serviço ao ego e à irrealidade da vida.

Vou pedir a nossa irmã Bia que leia a carta de sua mãe, que era uma estudiosa, pessoa de muita fé, uma buscadora que tocou a chama divina. Através das palavras dela vocês vão poder sentir a chama divina que cada um também pode tocar intimamente ainda nesta encarnação!

Bia (leitura da carta):

 

“A verdadeira prece é uma modalidade de vida. A prece é a opção de andar com Deus, em vez de andar sozinho. Aqueles que se habituam a orar, sincera e regularmente, jamais ficam longe de Deus, ainda que as vezes pareça havê-lo perdido. O simples hábito de orar traz mudanças na vida das pessoas, como resposta à interna transformação. E mesmo que as coisas não mudem, traz-lhes uma definida sensação de que tudo vai bem – pois sentem a mesma presença sustentadora, no centro das coisas. Ainda que as pessoas não saibam explicar porque lhes ocorre isto, sentem que Deus lá está. Logo, tudo tem um significado: suas vidas, as coisas, as circunstâncias, tudo tem sentido. Assim é que as pessoas podem aceitar a sua vida e conjunturas: aceitando a si mesmas e, no entanto esforçando-se, pela verdade, para transformar-se. Tenho praticado muitas formas de oração, desde as formais, aprendidas na infância, até as mais puras, quase sem palavras, de anseio espiritual. A prece é, para mim, tão significativa que me admiro de que sejam capazes de sobreviver aqueles que não oram nunca. Como procedem estas pessoas, quando não há mais nada a fazer?

 

A prece é poder de sobrevivência. Ainda que a noite nos envolva em densas trevas, podemos orientar-nos com a luz da fé. Mesmo que a fé seja pequena – talvez nem a considerássemos fé – ao orar com sinceridade, alguma faísca bruscamente salta da mecha de nosso coração, projetando uma esteira de luz em nosso caminho.

 

A prece é vida.

 

Cada canto da prece vai dilatando os horizontes de nossa alma. A prece é um exercício espiritual. Há muitas maneiras de orar, como inúmeros são os caminhos que nos levam a Deus. A rota do pássaro não a mesma do peixe. O caminho da criança não é a do homem. A consciência do principiante não é a do mestre. Para alguns a prece é pensamento para outros ela consiste apenas de sentimentos. A comunhão silenciosa com a natureza, a poesia a musica, podem ser formas de prece. Um ato gentil, um sorriso, um aperto de mão, pode ser uma prece. O trabalho é muitas vezes uma oração, quando amorosamente afirma o poder creador de Deus. A apreciação e o louvor sinceros são outras espécies de prece. Assim também o caminho e consideração aos outros. Há preces feitas de palavras e preces feitas de silencio. Para alçar voo, a águia muitas vezes tem de concentrar todo o seu poder na ponta das asas; outras vezes encontra uma corrente de ar e, abrindo as asas, simplesmente flutua, sobrevoando serenamente para nascer em plano mais alto. As vezes, para controlar meus pensamentos, oro em voz alta ou então escrevo. É como se pensamentos fossem cavalos soltos a galopar de um lado para o outro de minha mente. As palavras colocam-lhes os freios e me permitem dirigi-los com as minhas rédeas. Por isso é que, frequentemente, afirmo em voz alta palavras de verdade, repetidamente, para direcionar meus pensamentos a Deus. Em outras ocasiões, não preciso articular palavra alguma. Volto, apenas, os pensamentos a Deus e a divina inspiração me inunda a mente. É um mero impulso de entregar-me inteiramente a Deus, a que ele responde, dando-se, inteiro a mim. Grande parte da prece é falar e outra grande parte é ouvir. O falar na prece é importante, mas o ouvir é muito mais ainda, pois, na medida em que sabemos ouvir é que Deus nos fala.

Quando estamos quietos e receptivos é que Deus age. E é o no silêncio quando Deus as entoa o seu verbo e a obra é feita. Perguntam alguns: “como podemos reconhecer a palavra de Deus”? Apenas sei que, quando Deus fala, é numa linguagem que você entende. Se, são palavras, você as conhece; se sentimentos, também você os compreenderá, pois o sentir é uma linguagem inesquecível do coração. Você usava essa linguagem antes de aprender as palavras e utilizar a linguagem mental. Oh meu Deus, gostaria de conhecer a mim mesmo, conhecer Deus; de conhecer a minha relação com ele – não pelo saber intelectual, mas através de cada fibra de meu coração e da minha mente profunda. Esta é a razão por que oro, pois é um conhecer que não me chega pelo estudo, um saber que só posso receber com ajuda da prece. O intelecto é a superfície da mente. Ele estuda a vida como estuda um livro, sem assimilar a vida. Ele tem apenas palavras que pensa ser a vida mesma. Uma coisa é ler livros acerca da aerodinâmica, e outra, bem diferente, é voar. Assim como o pássaro conhece o voo, simplesmente voando, desejo conhecer a vida, vivendo. E gostaria de conhecer Deus, não como uma palavra, senão como uma Presença viva em meu viver. Sou a planta verde de Deus. Gostaria de conhecê-lo, como as folhas de uma árvore conhecem a luz solar. Gostaria de assimilar Deus e ser por Ele assimilado. Gostaria de tornar minhas, a Sua substância e Sua vida, para que minha vida e substância se tornassem d’Ele. Expressaria Deus, para ser por Ele expresso. Eis a razão por que oro!

Ao orar por coisas, muitas vezes não as tenho recebido. Não obstante, sinto não ter orado em vão. Talvez as coisas não tivessem mudado como desejei, mas eu sempre mudei. A prece traz sempre uma mudança: às vezes na parte material e sempre, na parte substancial do Ser. A mais elevada prece não é a natureza de Deus e nossa relação com Ele; a que nos leva a permanecer nos braços com Ele; a que nos leva a permanecer nos braços amorosos de Deus, em verdade, a prece não deve ser feita para que as coisas mudem, mas para que nós mudemos. Para mim, a prece é a opção de andar com Deus, em vez de andar sozinho. Para mim, a prece é vida em si mesma!

Meditações sobre poemas de James Dillet Freeman por – Virgilina Gonçalves Silva Boskovitz (Vic)”

 

(realizadas leituras de orações do mestre por cada irmão)

 

 

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